Repetição, Intensidade e Clareza = Sucesso?

Por Muhammad | Nov 13, 2008

Não sou nenhum profissional de marketing, não tenho qualquer graduação nessa área mas cada vez mais começo a chegar a certas conclusões ao trabalhar algumas campanhas de marketing no Google Adwords, e em Websites da internet via publicidade directa. Não tenho trabalhado para publicidade portuguesa mas sim em inglês, onde o mercado é grande a procura de alguém para gerir as campanhas também.

No marketing são referidas inúmeras vezes 3 componentes que levam uma campanha ao sucesso. Repetição, Intensidade e Clareza.

Repetição

Na televisão, na rádio e nos jornais quando vemos uma campanha publicitária pela primeira vez não damos logo muito caso, não direccionamos toda a nossa atenção para o produto/serviço exibido, é mais um produto, é “algo a passar”. Poucas são as campanhas que levam a que passemos à acção logo nas primeiras exibições, estas outras diferem na qualidade, na emotividade e na rapidez de criação de um desejo.

Numa campanha sobre um carro, sobre um seguro de vida/saúde, quase ninguém irá agir logo que vir a publicidade, irão ignorar o anúncio nas primeiras vezes até tomarem um certo “gosto” pela repetição do anúncio, gosto que será convertido em desejo/necessidade e que levará a acção. Também a repetição do anúncio permite que este chegue aos mais variados clientes e faixas etárias. Um spot publicitário que passe num canal televisivo por exemplo 2 vezes por dia terá muito menos sucesso que um que passe 20 ou 30. É preciso repetição, é preciso levar o consumidor a entrar na onda da campanha para que esta tenha assim o sucesso pretendido.

Mas será que a repetição funciona na web?

Começo por responder com uma outra pergunta: Porque é que os anúncios CPM, em pop-under por exemplo (que têm um certo custo por 1000 impressões) são relativamente baratos? Porque a abertura de um pop-under levará a uma reacção imediata do utilizador em fechá-la, mas se o utilizador está a visitar um site, concerteza que verá outras páginas e como tal irá ter que estar sempre a fechar os pop-unders até chegar a uma altura em que lê o que lá está escrito e outra onde acaba por subscrever/aderir à mensagem clicando no pop-under. É uma estratégia onde o funcionamento do programa e lucro do promotor é garantido pela repetição do banner num certo segmento. Se o CPM não for realizado dessa forma será muito menos produtivo, seja com pop-ups, pop-unders ou pagamento por exibição de banner, como a WidgetBucks ou Clicksor.

Num anúncio em AdWords de Texto não está em foco a repetição, mas sim será a concentração num segmento do mercado que levará a uma boa “produtividade” da campanha. Num anúncio de imagem (incluindo os irritantes) e desde que esteja num português legível aplica-se a tese da repetição nos dias de hoje, visto que o consumidor não está logo “aderente” ao anúncio.

Intensidade

Os anúncios têm que mexer com o comsumidor, chegar às suas necessidades, às necessidades de cada um, aplica-se o factor emoção, dinheiro, união, família, amor, efeitos demonstração entre outros, de forma a invocar uma acção.

Não tem que ser puramente emotivo, pode simplesmente tocar na necessidade monetária, por exemplo, como vemos anúncios da Cofidis, Cetelem e outros parecidos. O efeito demonstração acontece nas campanhas que vemos do Banco Espírito Santo (BES) onde supostamente o Cristiano Ronaldo que percebe de futebol como ninguém e como o futebol é muito parecido com a gestão do dinheiro ( deixem-me ser irónico) ele pensou tanto que decidiu colocar todo o seu dinheiro no BES. Ou seja, o C.Ronaldo não percebe nada do assunto, mas só a sua imagem leva a que alguém alie Ronaldo (excelente jogador, excelentes qualidades) ao Banco (que passa a ter excelentes gestores e excelentes qualidades); assim sendo o “Banco do Ronaldo” é o meu banco!

A mensagem deve ser profunda, deve transformar a compra do produto numa causa humanitária (sem hiperbolizar), a não compra desse produto/serviço pode então levar à exclusão do indivíduo da sociedade. De forma indirecta se esses factores estiverem combinados o consumidor agirá para evitar que tal exclusão aconteça.

Clareza

Na televisão existem campanhas agressivas que começam a aparecer primeiro com pequenos sketches (no máximo 5 segundos) com perguntas vulgares do género: “É dono do seu banco?”. Depois existe uma espécie de desenvolvimento da acção, onde o nome da empresa passa a aparecer no anúncio e existe uma explicação mais aprofundada e clara do que se está a oferecer. As pessoas irão aliar o primeiro sketch aos restantes não só pelo tema: “É dono do seu banco?”, mas também pelo background dos sketches que serão similares. Na televisão, na rádio e noutros meios tradicionais as campanhas costumam ser frutíferas.

Mas e na internet?

No meu ponto de vista, nem tente, poderá ter perdas avultadas a pagar AdWords e outros programas sem que a mensagem do anúncio seja clara. Crie uma campanha de percepção imediata, o consumidor olha, gosta e clica, adere ou compra. Seja claro e simples!

Repetição (foquei mais este, considero-o mais importante) mas também a  Intensidade e Clareza são factores essenciais para o Sucesso da campanha publicitária.

Jogo da Bolsa de 2008 - O grande jogo da bolsa

Por Muhammad | Nov 7, 2008

O “Jogo da Bolsa” é um nome muito referenciado nos vários fóruns sobre este tema. Muitos perguntavam-se nos últimos tempos: “Quando é que temos o Jogo da Bolsa?”. Pois aqui temos a resposta.

O Jogo da Bolsa 2008 pretende juntar todos os amadores dos mercados bolsistas e premia-los pelo seu sucesso. No jogo, são 100.000 euros que temos para multiplicar durante um mês - o concorrente que ficar com o maior valor monetário no final do período é o grande vencedor.

Eu já estou inscrito, não pelos prémios, mas pelo gosto que sempre tive neste tipo de jogos. Sei à partida que não vou ganhar ou pelo menos que as probabilidades de ganhar são poucas. Mas vou participar pois isto será uma grande lição para mim. Espero que tenham o mesmo sentimento de mostrarem o que valem, mas de aprenderem com os outros.

Vencer o concurso dá claramente mais oportunidade em termos profissionais, serão convidados para isto e para aquilo, para além do prémio de 4.000 euros.

Existem várias classificações e todas elas com prémios e certos critérios que podem depois verificar no site do Jornal de Negócios. Abaixo podem ver os prémios:

Prémios - Classificação Global
- Primeiro Classificado – Cheque Viagem no valor de € 4.000 a utilizar na Netviagens;
- Segundo Classificado – Cheque Viagem no valor de € 3.000;
- Terceiro Classificado – Nokia E71;
- Quarto Classificado – Nokia E66
- Quinto ao Décimo Classificado – TomTom XL Europe 31
- Décimo primeiro ao décimo quinto classificado – Livro “O Tao de Warren Buffett” Autor: Mary Buffett e David Clark, Actual Editora
- Décimo sexto ao vigésimo classificado – Livro “Os melhores conselhos de investimento que recebi” Autor: Liz Claman, Actual Editora
Prémios - Classificação Semanal
- Durante as 4 semanas será atribuído ao concorrente com melhores resultados na classificação semanal um Nokia E65 por semana.
Prémios – Classificação Universitária / ISCTE Business School
- Primeiro Classificado – Portátil Toshiba Satellite 17
- Segundo Classificado – Portátil Toshiba Satellite 17
- Terceiro Classificado – Portátil Toshiba Satellite 17
- Quarto ao Sétimo Classificado – TomTom XL Europe 31
- Do Oitavo ao Décimo Primeiro Classificado – Livro “Os melhores conselhos de investimento que recebi” Autor: Liz Claman, Actual Editora
- Do Décimo Segundo ao Décimo Quinto Classificado - Livro “O Tao de Warren Buffett” Autor: Mary Buffett e David Clark, Actual Editora

Prémios – Classificação NYSE Euronext
- Primeiro Classificado – Portátil
- Segundo Classificado – Telemóvel
- Terceiro Classificado – Telemóvel

O JB2008 (Jogo da Bolsa 2008) tem vários patrocínios e a plataforma usada é da GoBulling, uma plataforma já conhecida por todos aqui do blog, que é uma plataforma construída pela Saxo Bank e usada no Banco Best. Vai ser nessa plataforma que todos os concorrentes poderão jogar.

O regulamento do JB2008 pode ser consultado nesta página e as inscrições deve ser realizadas até às 16 horas do dia 14 de Novembro aqui. O concurso terá início no dia 17 de Novembro, terminando no dia 12 de Dezembro.

Aproveitem enquanto é tempo para se inscreverem. Boa Sorte!

Banco Português de Negócios Nacionalizado

Por Muhammad | Nov 2, 2008

Entre as várias medidas hoje tomadas na reunião do Conselho de Ministros extraordinária esteve a proposta de nacionalização do BPN de Miguel Cadille após uma análise aos nível de solvabilidade do banco.

Lembro-me que o Jornal de Negócios tinha colocado numa das suas publicações diárias uma lista com os rácios de solvabilidade de cada banco e lembro-me de que o BPN estava em situação de alerta vermelho. Como mero analista técnico, que não faz grande ideia do que solvabilidade é, achei que era um exagero a respectiva análise à tabela apresentada e não achei que algum banco privado estivesse sem capacidades para continuar independente. Por outro lado sabíamos todos dos rumores que circulavam sobre os “negócios obscuros” desta instituição. :$

Inevitável? Não sei, mas aconteceu. Digam-me vocês.

A acção do Estado de hoje pode criar amanhão um pânico no índice nacional e acredito que possam haver fortes desvalorizações em certas cotadas financeiras, BCP, BPI, BES, BANIF e de certas empresas que possam estar dependentes do financiamento deste banco. Mas na minha opinião, e sabendo que no fim o mercado tem sempre razão, acho que os investidores devem acabar por compreender a acção do Estado como medida de protecção das insituições financeiras nacionais, nao deixando que o problema se alastrasse mais e cortando o mal pela raíz. Nos Estados Unidos, uma medida destas levaria os mercados a uma forte subida no curto prazo. Vocês diriam: “ah, é um banco pequeno, deviam era deixar que falisse e usavam-se os fundos de garantia….” - Para mim, isso provaria a ineficácia do governo actual e nada mais.

Fica a notícia:

No final de um Conselho de Ministros extraordinário, Fernando Teixeira dos Santos explicou que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios.

O Governo propõe que seja a Caixa Geral de Depósitos a ficar com a gestão do banco hoje gerido pela equipa de Miguel Cadilhe e que acumula perdas acumuladas próximas dos 700 milhões de euros.

Teixeira dos Santos justificou a intervenção com a situação “anómala” mas também “delicada” em que se encontra o BPN.

“O Governo viu-se obrigado a decidir propor hoje à Assembleia da República a nacionalização do Banco BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros”, declarou Teixeira dos Santos.

Teixeira dos Santos adiantou que o BPN será a partir de segunda-feira acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal.

A gestão do BPN será entregue à Caixa Geral de Depósitos, encarregue de “gerir e apresentar um plano de desenvolvimento”.

Questionado sobre o valor das perdas acumuladas, Teixeira dos Santos indicou que somam 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.

O ministro, que prestará, com o Governador do Banco de Portugal, mais informações sobre a proposta em conferência de imprensa hoje à tarde, frisou que o Banco Português de Negócios “tem vindo a ter problemas de liquidez” e apresenta “uma situação de iminente ruptura de pagamentos”.

Teixeira dos Santos disse que o banco “não tem vindo a cumprir” com os rácios exigíveis de solvabilidade e que “um conjunto de perdas acumuladas fazem com que os capitais próprios se revelem negativos”.

O ministro disse que as perdas acumuladas, que atingem os 700 milhões de euros, “tem a ver com o conjunto de operações que foram investigadas” nomeadamente, com o banco Insular, de Cabo Verde. Operações que, frisou Teixeira dos Santos, deram indícios de ilicitude e ilegalidade e que foram comunicadas à Procuradoria-Geral da República, que iniciou a investigação.

Considerando que a situação do BPN é “excepcional, delicada e anómala”, o ministro das Finanças adiantou que aquele banco propôs ao Governo uma solução que foi rejeitada pelo executivo devido ao ónus que traria para os contribuintes.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338957

Desejo uma óptima semana de trading a todos vós e cuidado com a volatilidade!!! Abraço

De volta aos Afiliados Amazon - Amazon Associates

Por Muhammad | Oct 29, 2008

Faz mais de 2 anos que fui bloqueado do programa de afiliados da Amazon, muito provavelmente por trabalhar com o Cookie Stuffing, “arte” que já expliquei aqui no blog, falei um pouco mais também aqui. Não recomendo que se utilize o Cookie Stuffing com grandes afiliadores, mas sim com programas direccionados a certos nichos, como por exemplo os telemóveis, visto que existem certas empresas que dominam este mercado das vendas de telemóveis online e com bons programas de afiliados. Por muito que seja o cuidado é sempre pouco e cabe à vossa consciência fazê-lo ou não.

De volta à Amazon

Como dizia, voltei ao programa de afiliados da Amazon e a razão da aderência não foi por simples “saudade”, mas porque existem certos sites nos quais tenho estado a trabalhar que se têm tornado comunidades cada vez maiores e onde é preciso vender livros e não só.

Analisando a expansão de um site

De certa forma é assim que olho para um investimento num site antes de mexer uma palha que seja. Temos vários objectos:

Site, Blog, Fórum, Comunidade, Partilha (vídeos, fotos, programas), Loja, entre muitos outros

Por qual deles começo?

Pelo blog, mas tendo sempre como objectivo crescer mais e mais.

  • Ao começar com um blog, tenho imensas vantagens, em termos de SEO, em termos de indexação e pagerank e mesmo na atracção de visitas e leitores;
  • Com um blog consigo fixar leitores assíduos (readers em feed e comentadores) que acompanharão o progresso do blog todos os dias e em todos os posts;
  • É então criada uma espécie de relação afectiva entre leitores que pode ser melhorada com o Twitter e outras redes sociais, como o Dihitt (em português). Este melhoramento pode ser também mais um teste, um teste à capacidade de adesão a um projecto por parte dos leitores. Podia, todavia, oferecer algo aos leitores por exemplo - consoante os rendimentos do blog e a nossa capacidade de assumir um risco;
  • Se vemos um nível elevado de aderência por parte dos leitores a essas “pequenas experiências” porque não passar para um fórum? É claro que sabemos que nesse caso o blog passaria a estar numa categoria aproximada a website, onde a discussão seríi processada não no blog, mas no fórum. Temos um blog com função de site (fantástico em termos de SEO), temos um fórum com uma comunidade a crescer, o que é que podemos pedir mais?

…Uma loja Amazon passa a ser uma boa solução! Se temos um site com gadgets telecomandados, por exemplo, que cria uma grande discussão nos fóruns e no blog, é claro que se torna essencial e “lucrativo” criar uma loja para a nossa comunidade. A Amazon passa a ser uma boa forma de disponibilizarmos e apresentarmos conteúdo adicional de forma dinâmica e relacionado com o tema do site, seja através da tal loja, ou com widgets e outras espécies de banners.

Pensem na Amazon como um mundo e não como uma biblioteca. Eu explorei no passado com o Cookie Stuffing, agora não me atrevo a fazê-lo dessa forma. Talvez utilize a Amazon em nichos que utilizava à dois anos e talvez deva inicialmente estudar outros nichos a aplicar a Amazon.

Existem livros sobre tudo, qualquer site pode recomendar um livro! Nesta frase acabo de dizer 10000001 formas de usarem a “Amazon Biblioteca”

De que forma usam a Amazon, tendo em conta que é um programa com baixas comissões?

AdSense e Amigos na crise no mercado da publicidade

Por Muhammad | Oct 22, 2008

Nota: A quem visitou o post nos dias 22 e 23 de outubro pelo InternetExplorer não devem ter encontrado o site em cima. Agora que o problema está resolvido deixo os meus agradecimentos ao Estevão da InfoDinheiro que me alertou para o problema.

Com os meus amigos e colegas, costumo discutir os efeitos da crise actual na sociedade consumidora dos dias de hoje, bem como as consequências desta crise no amanhã. Costumamos abordar um vário leque de subtemas que estão dentro deste grande tema que é a recessão dos vários países do 1ºmundo.

Recessão para o próximo ano? Recessão no mercado da publicidade online?

Ora, a palavra recessão define uma economia que não se expande, e se não existe esse tal crescimento como poderá sair de lá alguém beneficiado com a crise? De que forma nós webmasters e investidores na Web sairemos prejudicados? AdSense? Programas de Afiliados? Quem é que vai deixar-se cair.

A Accenture está despreocupada!

Ontem mesmo, estava a observar uma entrevista entre um colega meu, Meraj, e um executivo da Accenture, aqui em Londres, no Symbianlife SmartPhone Show. Eu pedi que ele fizesse a pergunta do costume: Como é que a Accenture irá enfrentar a crise que vivemos?

A resposta foi no mínimo despreocupada e sem interesse algum, talvez ele queria só fugir à questão. Ele disse então que a crise não afectava de forma alguma a Accenture e que sendo esta uma empresa dedicada à criação de software e programas de controlo de Hardware conseguiria até mesmo ter um crescimento nos próximos meses, pois teriam sempre as outras empresas, Microsoft e afins a pedirem software para demonstrações de efeitos da crise na contabilidade da empresa, p.e.

A Mota-Engil e o que vemos no Jornal de Negócios…

Agora, pergunto eu: Será que esses pedidos chegam para evitar quedas nos lucros? Eu respondo que não e dou o exemplo da Mota-Engil e de outras empresas de construção -estas têm tido vários pedidos nos últimos tempos, nomeadamente relacionados com as obras públicas, mas estas não podem aceitar todas as obras pois a crise não permite que se endividem nos valores considerados normais, logo não podem afectar todos os seus meios de produção da melhor forma.

Ora, a Accenture não poderá também afectar todos os seus recursos, pois agora os bancos estão mais cautelosos e é cada vez mais difícil obter créditos e empréstimos bancários nas instituições financeiras se a estas não for aumentado o limite de crédito.

Eles fazem o que podem, o contrário seria mentira

Como vemos, os bancos centrais têm injectado capital nos mercados e no sistema financeiro, para esse mesmo fim, para manter a estabilidade nas transacções dos vários bancos, para que se mantenha um fornecimento de crédito normal, permitido assim que as instituições financeiras tenham essa liberdade de requerer crédito assim que precisem e que não haja estagnação nesse processo. Porque se houver uma paragem geral, todas as economias entram em recessão e é o fim do capitalismo moderno.

Estou a tentar fazer com que percebam como é que tudo ocorre e porque é que ocorre, para depois entendermos o meu ponto de vista relativo aos “adsenses” e amigos.

AIG e a crise em tamanho grande

Ora, os bancos centrais e reservas federais não podem injectar capital ilimitadamente e haverão muitas instituições a falir e a não ser salvas. Outras, serão salvas, mas nesses casos a população pagará um valor muito alto por isso, vejamos a AIG, seguradora que foi “salva” e a quem foi fornecido um crédito superior a 100 bilhões de dólares - há dois dias dizia-se que 2/3 desse valor já tinha sido utilizado.

Estão a ver bem a dimensão da crise? Estão a perceber porque é que há aquelas reuniões onde não se discute só o montante a injectar mais SIM o Plano de Salvação Mundial? Tem que ser assim, não virá nenhum génio criar a solução, terá que ser uma comunidade a combinar esse plano.

Agora sim, o Adsense, ebay e amigos!

Tenhamos agora em conta uma empresa como a Google, cujos lucros derivam da compra de publicidade por anunciantes dos diversos cantos do mundo e a distribuição destes pelos vários canais que possui, adsense, gmail, motores de busca, entre outros. Mas, com a crise actual as empresas têm orçamentos menores (actualmente ainda estão a cumprir orçamentos definidos já há algum tempo ou orçamentos definidos no ano passado, sendo que a a grande maioria delas não tomou medidas de contenção ainda, e essa é na minha perspectiva a razão do resultados do terceiro trimestre da Google acima do esperado), e nesses orçamentos a parte destinada ao marketing e publicidade deverá diminuir, logo, irão comprar menos publicidade à Google e a concorrência em certas palavras irá diminuir, gerando um menor CPC, onde tanto a Google receberá menos, como nós, utilizadores do Adense teremos um PPC menor.

No fundo o que quero dizer é que poderão começar a observar reduções nos vossos rendimentos de AdSense, como consequência da crise. Partimos de uma base de explicação teórica linear, mas alguém consegue explicar de alguma forma efeitos contrários? Será que numa altura de recessão as empresas estarão confiantes nos seus investimentos em publicidade, sabendo que o poder de compra é baixo e que a inflação sobe, que a inflação tem tendências para a galopante?

Pensem no Adsense, como nos lucros de um canal televisivo na publicidade, SIC…TVI e por aí adiante…

E o ebay? De que forma perderá terrenos face às suas congéneres no mercado dos programas de afiliados? Haverá menos leilões? Talvez haja mesmo mais, visto que as pessoas podem querer vender agora muitos mais objectos, mas não é PODER de COMPRA, e é aí que residirá o problema da ebay bem como dos rendimentos que podemos obter dos programas de afiliados. Numa temporada de recessão, falar de poder de compra torna-se essencial para perceber como tudo isto é global. Todavia, os efeitos da crise neste aspecto da ebay, não chegarão agora, estão mais para o longo prazo. De momento só poderão ser observados nesta empresa problemas relacionados com a falta de capital para investimento, pois noutros aspectos é uma empresa que pode suportar a crise.

E os outros programas de afiliados e programas de PPC? Já se vêm algumas falências e deverão ser observadas muitas outras, pois este tipo de empresas, de menor dimensão, não são tão sustentáveis como uma Google e um Adwords/Adsense.

E a publicidade directa? E tudo mais? Digam lá vocês. :P

PS: Peço desculpa pela dimensão da postagem, mas queria que entendessem bem o momentum de oportunidades que estamos a ter agora e que teremos no futuro.

Abraço (um briol aqui em Londres) :P

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