
Já sabemos o que é a bolsa, o que é a análise técnica e o que é a fundamental, expliquei porque é que uns escolhem a Análise Técnica e porque é que outros preferem a Análise Fundamental.
Porém, em todo o tipo de análises há a necessidade de escolher este ou aquele instrumento a negociar. Ou seja, cada investidor tem um perfil, e deve adequar o seu perfil à ATécnica ou à AFundamental e apartir daí deve fazer uma seleccção de algum ou de alguns instrumentos que vai passar a negociar nos mercados preferencial e rotineiramente.
A “Polivalentia”…
Existe o investidor polivalente, que investe em todos os instrumentos, seja Forex, Acções, CFD’s, Warrants ou Futuros e consegue conciliar tudo isso procurando qual a melhor altura para negociar cada um deles. Por exemplo:
Podia negociar Forex somente na saída da decisão de taxas de juro pelo BCE ou pela Reserva Federal Norte-Americana, podia por outro lado negociar os Futuros num dado momento devido a uma determinada guerra que pudesse vir a aparecer, podia também ao mesmo tempo negociar acções pois o mercado estava em forte alta.
Isto é, o investidor polivalente é aquele que consegue conciliar os mais variados instrumentos no seu estilo de trading. Você consegue esse tipo de organização? Eu não, é por isso que experimentei em contas demo todos os instrumentos para ver quais os que conseguia negociar segundo o meu estilo de trading (análise técnica e de curto prazo). Com essa experiência consegui perceber quais são os intrumentos mais voláteis, os que possuem falhas que eu não consigo muitas vezes compreender (como os warrants) e aqueles que têm maior volume e onde é puramente o funcionamento do mercado a ditar a sua função (isto não acontece muito no índice nacional dada a fraca capitalização das empresas e à consequente falta de volume, logo os mais poderosos monetariamente conseguem “manipular” legalmente as cotadas).
Não devo ser lá muito polivalente, apesar de achar engraçado a poligamia. Então manda daí os instrumentos…
Logo, e seguindo a minha opinião e corrente/forma de trading, vou enumerar os vários instrumentos que existem no mercado. Alguns só falarei desta vez, pois são aqueles que recomendo que se afaste e que não apoio nem consigo perceber o seu funcionamento no seu todo.
Por outro lado, com a globalização acabamos por negociar nos índices internacionais, como o NASDAQ, que engloba as empresas tecnológias dos Estados Unidos, o NYSE, englobando as outras empresas não tecnológias, mas grandes; por último existe o Dow Jones que engloba as empresas mais antigas e mais “fortes” dos Estados Unidos da América. Logo, quem não negoceia no seu índice nacional, tem grande preferência por outros índices europeus ou pelos índices americanos.
Como sabem, o mercado funciona com o confronto da oferta e da procura, e é isso que determina o preço. Em termos de acções a única coisa que podemos fazer é comprá-las, logo, se escolhemos este instrumento queremos que as empresas em que investimos tenham valorização, não podendo ganhar com a sua desvalorização.
Isso é que era bom…saldo negativo….nem no telemóvel….“Não há Almoções Grátis”
Forex é então comprar uma moeda e vender ao mesmo tempo outra, logo as moedas são trasacionadas em pares, por exemplo, temos o EURUSD, o EURGBP, o GBPUSD, o USDZAR, o USDCAD. No caso do EURUSD se abrirmos uma posição longa estamos a apostar na valorização do EUR (euro) e na consequente desvalorização do USD (dólar), se abrirmos uma posição curta (venda), apostamos na desvalorização do primeiro (EUR) e valorização do USD (dólar).
O preço de uma determinada moeda em relação a outra é o reflexo comparativo das duas economias e da sua situação no momento. Não existe nenhum Wall Street neste mercado, não há praça, é tudo negociado virtual e electronicamente, sendo consequência da globalização. Por razões de segurança não há verdadeiro conhecimento dos volumes negociados.
Antes, em 1990 nem todos conseguiam investir nos mercados, precisava de mihões de dólares para ter algum retorno, 50 milhões chegavam para começar (lol), ou seja, isto era só para os grandes bancos e outras instituições monetárias. Agora e com a alavangem, qualquer um pode investir nele.
Como disse, nas acções só podemos comprar e esperar que as acções valorizem, com os CFD’s podemos fazer isso, tendo a alavangem, emprestando a instituição bancária o resto do valor investido. Nos CFD’s podemos também fazer ao contrário, primeiro vendemos e depois compramos, podendo parecer esquisito, mas resume-se a vender primeiro esperando que o activo subjacente desvalorize e depois de termos vendido temos a hipótese de comprar posteirmente: se comprarmos a um valor superior ao vendido perdemos dinheiro; se comprarmos a um valor inferior ao vendido, ganhamos. Quanto vendemos primariamente os CFD’s, ou seja, quando temos uma posição curta, o banco pága-nos juros, se tivermos uma posição longa, nós pagamos os juros ao banco.
Para vender ou comprar a Câmara exige uma margem inicial. Diariamente e com base no Settlement price a posição é ajustada. Os ganhos são acrescidos a margem inicial e as perdas são subtraídas na margem inicial. Se as perdas forem superiors à margem de manutenção, o titular da posição tem uma chamada de Margem (Margin Call). Se o depósito relativo à chamada de margem não for efectuado a posição é automaticamente fechada. Existem futuros sobre quase tudo, acções, índices, entre outros. Para mim destacam-se os futuros sobre Commodities e sobre as taxas de juro, este último começo agora a explorar.
É simples, há vários instrumentos, temos que escolher os que melhor se enquadram ao nosso perfil, bem como escolher o banco que possui essses instrumentos para negociar. Falarei sobre os bancos no próximo post sobre o assunto.
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